quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Cattleya loddigesii e as corredeiras do Rio Peixe


Minha recorrente dúvida na hora de escrever...Lodiggesi ou será Lodigesii ou talvez Loddigessi? Enfim, sempre recorro ao velho e bom livro de identificação da AOSP que ensina: loddigesii.

A florada deste ano foi um pouco antecipada, a partir de julho já pude observar várias plantas com flores já completamente abertas. O mais estranho: uma única flor por planta... muito estranho, normalmente tínhamos “pencas” de flores. Sinais dos tempos?

Essa espécie no passado habitava as margens do nosso querido e desprezado Rio Tietê. Devia ser fantástico! Aí, a cidade de São Paulo cresceu sem planejamento e o rio virou um grande esgoto. Passa governo, sai governo e nada muda, o rio continua morto. Faz 30 anos que ouço a mesma história “vamos despoluir o rio...” “No meu governo não mediremos esforços para despoluição do rio”... E lá vai dinheiro para o ralo!  Simplesmente ridículo! Mas a vida (ou rio morto) segue.

Coisa de três anos atrás, estive na região de Socorro –SP para passear com a família. Nesta ocasião fui fazer um passeio de barco “RAFT” - para quem não conhece, um barco de borracha tripulado por sete pessoas. No nosso grupo, seis pessoas nunca haviam pegado num remo antes. O objetivo é enfrentar as corredeiras do rio sem naufragar. Momentos antes de o negócio ficar “radical” e deixar parte do meu nariz em um arbusto, pude observar algumas Cattleyas loddigessi em estado natural, penduradas em arbustos muito próximos do leito do rio. Deu uma vontade danada de pegá-las para melhor contemplá-las e apenas fotografá-las. Infelizmente não estava com a minha “xereta anfíbia” e não fotografei as plantas em estado natural. Haverá outras oportunidades?  Espero que sim e que a população e autoridades locais da cidade de Socorro preservem o Rio do peixe e o entorno para que nossos filhos possam admirar e valorizar coisas simples que a natureza nos proporciona.

Vida longa às loddigesii, que elas voltem a habitar as margens do Tietê e outros rios que aqui jazem(?).
Abraços.

Leão é o signo da Cattleya loddigesii 



 Soninho da Judy Mudy com os Cymbidiums






























BLC Pastoral , meu híbrido de catleya predileto


Cymbidium micro - Uma beleza!

Maxillaria

O bom e belo Epidendrum silvestre

Notem o inseto na florzinha, só vi depois que baixei no computador.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Olá, pessoal, muita correria e pouco tempo para curtir o orquidário!


Seguem fotos de algumas orquídeas que floriram no final de maio, junho e início de julho.


Na primeira sessão de fotos, plantas de minha mãe que são cultivadas em apartamento na cidade de São Paulo.


Sessão 1: Plantas da D. Antonia


Vanda hibrida










No detalhe
Vanda hibrida

Cymbidium  Híbrido

Cymbidium híbrido

híbrido amarelo

Cymbidium híbrido






































Sessão 2: Minhas plantas
















terça-feira, 24 de abril de 2012

Orquidário que gosto de visitar


Olá, pessoal! O mês de abril está quase encerrando e só agora sobrou um tempinho para postar algo - também fotografei pouco esse mês! Que correria: trabalho, crianças, imposto de renda e a Milka Mirabel (cachorrinha da casa) que pariu seis lindos filhotinhos. Enfim, tudo conspirou contra este blog. Mas vamos lá.
Neste post gostaria de relatar um pouco sobre o prazer que é visitar um orquidário, contemplar as plantas, conversar com as pessoas, trocar experiências, enfim aprender, aprender, aprender...

Basicamente os orquidários e feiras que visito estão localizados no Estado de São Paulo, principalmente na capital, onde resido. Bem, vamos aos orquidários:






Vico Orquídeas
 – São Paulo - Jundiaí

Foi o primeiro orquidário que visitei há muitos anos. Era um sábado e fomos recebidos pelo proprietário do orquidário, que com muita boa vontade nos levou para conhecer cada cantinho do orquidário. Conversa agradabilíssima, plantas de qualidade e diversidade e muito conhecimento sobre o assunto. Resultado: comprei muitas plantas lá, e as tenho até hoje. Preço justo e o que é legal, sempre há espaço para negociar um descontinho. Parabéns, Sr. Vico! Salvo engano, o orquidário também está representado no CEAGESP - para quem não conhece, é o maior posto de distribuição de alimentos do Brasil. Enquanto escrevia essas linhas, entrei no site, totalmente reformulado, ficou muito mais bonito e organizado.



Orquidário Imirim – São Paulo, capital.
É o orquidário que mais frequento, até pela facilidade de mobilidade até lá. O local oferece plantas com qualidade e diversidade. No departamento de insumos e acessórios não falta nada: adubos, vasos, substratos,  equipamento etc. Tudo no seu devido lugar e com preço justo.
O atendimento do pessoal é muito agradável e o nível de conhecimento sobre o cultivo de orquídeas é bastante elevado. Vem se modernizando com o tempo, o site na internet é muito interessante e proporciona uma vasta lista de produtos à venda com fotos e notas explicativas. Vale a pena conhecer o estabelecimento. Se não puder visite o site:




Orquidário Morumby - São Paulo, capital.
Muito legal este orquidário, sem dúvida o estabelecimento mais "business" que conheço neste segmento. Gosto muito de passear por lá, levar as crianças, ver as carpas na loja ao lado e depois tomar um cafezinho no orquidário. A casa é superbonita e aprazível, o lugar mais equipado que conheço. Oferece uma grande variedade de plantas e acessórios com qualidade garantida. Dispõe ainda de exposição permanente de orquídeas, cursos, clínica, literatura e eventos. O atendimento do pessoal não fica atrás. Vale uma visita. Segue o link:


www.orquidariomorumby.com.br



Orquidário Paulista – São Paulo, capital.
Gosto muito de visitar este orquidário, lugar muito agradável. Por causa da disposição das plantas, tem-se a impressão de que não se está em uma loja e sim em uma exposição de orquídeas.  Grande variedade de plantas e acessórios. O atendimento do pessoal é de altíssimo nível, assim como o conhecimento sobre orquídeas. Conversa boa está garantida. Além, claro, a possibilidade de se aprender muito lá.
Fazia tempo que não entrava no site e para minha surpresa está totalmente reformulado, ficou muito mais “ clean”. Parabéns ao pessoal do Orquidário Paulista!





Feito! sou meio suspeito para falar de orquidário, na verdade gosto de visitar todos, além dos que descrevi acima. O que mais gosto justamente é o contato com as pessoas, que sempre estão dispostas a compartilhar seus conhecimentos, ou simplesmente jogar conversa fora. Não me recordo de ser mal tratado ou mal atendido em nenhum dos que visitei. É a diferença para quem trabalha com flores.


A mamãe do mês - Milka Mirabel e seus 6 filhotes





















1- Mushu
2 - Cry baby
3- Janis J.
4- Lilo
5- Nanny
6- Pettit






Alguma flores do terraço














































































quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

1000...1000 Miltonias!




Olá, amigos! Taí um gênero que podemos cultivar com sucesso em nossos terraços... . Claro que estou me referindo a nós, pobres mortais habitantes das megalópoles, que convivemos com uma infinidade de problemas urbanos e ainda - para dar conta de todos os habitantes de um espaço cada vez mais exíguo - somos obrigados a morar em pombais (APARTAMENTOS). Mas, tudo bem , não deixe de fazer as coisas boas da vida por causa disso. Relaxe, cultivando orquídeas.




Um pouco de cultura

O gênero foi identificado por...Adivinhe por quem? Claro, Lindley em 1837, e atribuído em homenagem a um tal conde  F. W. Milton.
(fonte:Wikipédia)

Espécies

cuneata;
candida;
regnellii;
flavescens;
russeliana;
kayasima;
clowesii;
spectabile;
moreliana.


Localização

Ocorrem na natureza nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo e nos países vizinhos sul/sudeste, Paraguai, Argentina e Peru.
                                      
Iluminação

As miltonias necessitam de muita luz, certo? Certo, porém se ficarem expostas diretamente à luz solar, suas folhas vão ficar amareladas e  “desanda”! O ideal é mantê-las em um local com muita iluminação indireta. As que cultivo no terraço ficam expostas a muita luz indireta, e recebem uma pequena dose de luz  do sol, na verdade, apenas algumas horas  no final da tarde.

Irrigação

Sigo a mesma regra das catléias: se o substrato está seco, rego. Somente no verão, em função das altas temperaturas, tenho regado praticamente todos os dias; às vezes por duas vezes, manhã e noite.

Substrato e vasos

As que cultivo no apartamento (SPECTABILIS E CLOVESII), estão em vasos plásticos e substrato misto (carvão, isopor, cascas..) Outras opções:  placas e cascas de árvores.

Adubação

Sigo a regra geral.

Alterno adubo foliar, orgânico, osmocoti, etc. Dois meses antes da floração, utilizo adubo carregado em fósforo para garantir uma bela floração.

São plantas bastante resistentes a pragas e doenças. Vale a pena ter no plantel. Além, é claro, da beleza e delicadeza.

Nota 1000 para as Miltonias!


Até mais


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vamos fazer o Cymbidium florir!


Olá, pessoal! Após uma pequena pausa para descanso, vamos começar o ano. Já estamos no finalzinho de janeiro e já podemos pensar em dar uma “força” para que os nossos Cymbidiuns floresçam. Essa magnífica orquídea de origem asiática se adaptou muito bem na “terrinha brazuca”; hoje ela é muito explorada comercialmente - quem é mãe sabe do que estou falando. Os filhos, no Dia das Mães, costumam presenteá-las com essa formidável planta. O desafio é fazê-la florescer no ano seguinte.

Entendendo a orquídea

 Origem:

Cymbidium é uma espécie que tem como habitat natural altitudes mais elevadas de clima temperado. Podem ser encontradas na natureza indiana, no leste e sudeste asiático: China, Japão, Indonésia e Austrália. Portanto se adapta melhor a regiões amenas com o clima um pouco frio. Floresce melhor em clima frio.

O gênero possui em torno de 50 espécies, sendo que a maioria comercializada no Brasil é híbrida. As flores são muito duráveis e se apresenta em forma de cachos, que por sua vez, são considerados apropriados para arranjos florais. O labelo é parecido com a figura de um barco - daí a origem do nome da planta. A época de floração pode variar bastante, normalmente acontece um pouco antes da entrada da primavera.

Cultivo:

São plantas resistente e de fácil cultivo, inclusive pode ser cultivada com  uma mistura de diversos substratos: carvão, terra adubada, areia grossa e pedrisco. Suporta bem a luz solar, porém evite a luz solar direta durante todo o dia, o ideal é o sol da manhã.

O vaso:

Vasos grandes, no mercado existem vasos específicos para o cultivo do Cymbidium. Arredondados e profundos, eles proporcionam um desenvolvimento adequado às raízes. Com o passar do tempo, a planta vai se expandindo. Se não houver interesse em dividir a planta, o recomendável é trocá-la de vaso por um que seja maior, podendo, inclusive, ser de cerâmica.
Dicas para obter a floração em regiões de clima mais quente:

A partir de março, inicie a cada 15 dias a adubação foliar utilizando adubo carregado em fósforo com dosagem inferior ao recomendado pelo fabricante. Faça a adubação logo pela manhã, antes que o sol fique mais intenso. Utilizo em minhas plantas com sucesso o adubo Peters floração, comercializado nas lojas especializadas. Se sua região é muito quente, procure introduzir água fria na rega no período noturno - isto instiga o Cymbidium a florir.



A foto abaixo é de um Cymbidium de mais ou menos sete anos que, devido a minha mudança de residência, estressou e não floriu no ano passado. Ela está em fase de adaptação/recuperação, novos bulbos nasceram e agora vou começar a prepará-la para florir utilizando as dicas acima (lembrando que resido em São Paulo, capital onde o clima é um pouco mais intermediário do que em outras regiões do Brasil, portanto as condições climáticas são um pouco  mais favoráveis).

Até mais.
Em tempo: Eu rego, rego, rego e Luciana corre..corre..corre. 
Agora se prepara para a 1/2 Maratona de SP


















Cymbidium Show!